Cada time tem pelo menos cinco pessoas no apoio dos seis ciclistas. A FW Engenharia, do líder do circuito brasileiro Fabiele Mota, por exemplo, conta com massagista, mecânico, técnico, assistente técnico e motorista. Eles acompanham a prova de um carro de apoio e de uma van. Cada carro leva duas bicicletas reservas para substituição imediata em caso de queda ou falha de algum equipamento. Nas vans, cinco pares de rodas e todas as ferramentas do mecânico, peça fundamental da equipe. A organização da prova ainda tem quatro caminhões - são 70 veículos ao todo na caravana do ciclismo.
"Durante a prova, é preciso ter muita atenção para qualquer pedido dos atletas. Depois, fico pelo menos 40 minutos com cada bicicleta fazendo a manutenção diária. Isso se não houver necessidade de trocar algum cabo ou os freios", conta Eduardo Oliveira, mecânico oficial da Seleção Brasileira de ciclismo, que voltou da Olimpíada de Londres direto para o Tour do Rio, onde trabalha pela equipe Pinda Ciclismo.
O desgaste dos atletas é grande durante a prova. Mas não é só deles. O mecânico fica pelo menos mais cinco horas em cima das bicicletas depois que cada etapa do Tour do Rio termina.
"Hoje eles chegam ao final por volta das 14 horas, mas eu fico pelo menos até às 19h mexendo nas bicicletas. Viajo com caixa de ferramentas, bomba para encher pneus, cavalete para fixar as bikes e todo o equipamento de reposição", explica Eduardo, que iniciou na profissão em 2001, na Volta do Chile, e já rodou o mundo dando apoio nas competições. "Já estou no meu segundo passaporte e está cheio de carimbos. A gente viaja."
O trajeto do Tour do Rio até que não é tão longo - a Volta da França, por exemplo, tem mais de 3 mil km -, mas a organização precisa estar com tudo definido muito antes da competição começar. Depois do trajeto de 140 km até Angra dos Reis, na primeira etapa, na quarta-feira, precisava já estar com hotéis reservados não apenas para os competidores como para o pessoal de apoio de cada equipe e também da organização. Durante os cinco dias de provas, tomarão boa parte da disponibilidade de quartos de 21 hotéis diferentes. E são oferecidas 4,8 mil refeições.
"A estrutura é muito boa e é importante ser assim para equipes que precisam investir muito para se manter", diz Fabiele. O investimento de uma equipe de ponta no cenário nacional gira em torno de R$ 1 milhão anual. O valor gasto para providenciar toda a logística do Tour do Rio fica na casa dos R$ 3,5 milhões. "No ciclismo, é tudo muito caro. Um pneu pode chegar a custar R$ 200. A gente brinca que é um esporte de ricos praticado por pobres."














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