Ciclista treina no velódromo do Rio, construído para o Pan 2007 e que por não atender às exigências olímpicas, será demolido
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, usou sua conta no Twitter para manifestar sua opinião contra a notícia de que o Velódromo, construído para o Pan-2007 e que custou R$ 14 milhões, será demolido porque não serve para as Olimpíadas do Rio de 2016.
"A tese de que o velódromo já existente e construído para os Jogos Pan-Americanos deva ser demolido não dá para ser admitida", escreveu Paes. "Tenho certeza que a Federação Internacional de Ciclismo, a Federação do Rio e o Comitê Olímpico terão condições de propor adaptações ao Comitê Organizador dos Jogos que não seja a simples demolição de algo construído com recursos públicos".
A decisão de demolir o velódromo foi da Empresa Olímpica Municipal, responsável pelas obras para os Jogos de 2016, em conjunto com o comitê organizador do Rio 2016. A obra custou R$ 14 milhões, sendo R$ 13 milhões pagos pelo Ministério do Esporte e R$ 1 milhão pela prefeitura do Rio. O problema principal é que o local possui duas pilastras centrais, que seguram a estrutura, e estas impediriam a homologação de recordes, pois os juízes não conseguem ter uma visão total da pista.
Outro questão é a capacidade de público do velódromo, que atualmente é de 1.500 lugares e para as Olimpíadas precisaria ter no mínimo 5.000. Há problemas ainda em relação ao número de boxes e vestiários disponíveis aos atletas. Mais grave ainda é a questão de segurança para os ciclistas. A inclinação e curvatura da pista não é adequada à disputa olímpica.
A notícia sobre a demolição, divulgada pelo diretor do Comitê Organizador do Rio 2016, Leonardo Gryner, causou diversas críticas. Gryner disse que quando a pista foi construída para o Pan, a opção foi por fazer uma pista permanente, em decisão conjunta entre Governo Federal, prefeitura do Rio e a UCI (União Ciclística Internacional), para ficar como legado aos atletas, mas que não houve tempo de construí-la de acordo com as especificações olímpicas.
O comitê organizador dos Jogos disse que a estrutura da pista do velódromo, feita em pinho siberiano tratado na Holanda, será transferida para outro estado. O terreno onde funciona o velódromo deve ser vendido à iniciativa privada, que vai financiar a construção do Parque Olímpico. Não se sabe qual será o destino do CT de ginástica artística, inaugurado com toda a pompa no começo de abril.
Apesar de tudo indicar que o local será demolido, o prefeito do Rio defende que o velódromo fique em pé. “Repito aqui algo que venho dizendo faz tempo: as Olimpíadas do Rio serão sinônimo de legado e não de elefantes brancos. Parque Olímpico já iniciou as obras no prazo. As autoridades esportivas e os arquitetos dispõem de tempo suficiente para encontrar alternativa. Não custa lembrar que ali existe hoje um centro de Treinamento para ginástica que é um dos melhores do mundo”.














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