Sem Contador ausente das grandes provas por motivos conhecidos de todos, o pelotão mundial tem poucos nomes prestigiosos para se abalançarem a uma dupla aventura : Giro/Tour.
As grandes vedetas apostaram tudo no Tour, com mais mediatismo e lutas mais cerradas, onde vários nomes poderão vir a ser apontados como favoritos e onde os potenciais chefes de fila estarão presentes.
O Giro ficou com os segundos planos, com uma clara intenção de ultima hora, algo arriscada, mas premeditada: Bruynel apostou num potencial candidato ao Giro, deixando maior espaço para Andy no Tour. Jogada de mestre.
Em boa forma, o irmão mais velho de Andy seria o favorito número um, falta saber é se terá pernas para um Giro, para o qual foi repescado à ultima hora.
Olhando, para a Imprensa mundial, constatamos que as grandes apostas apontam maioritariamente para os seguintes nomes : Scarponni, Franck Schleck, Gadret, Basso, Cunego, Pozzovivo, Rujano, Rigoberto Uran, Nieve, nomes pouco conhecidos do grande público e que, em boa verdade, muito dificilmente teriam lugar nos dez primeiros do Tour.
Quer isto dizer, que o Giro poderá perder em termos mediáticos, faltam-lhe as vedetas, mas poderá ganhar em competitividade, com uma corrida mais aberta, e onde qualquer ciclista não se sente limitado pelos grandes nomes.
Por tudo isto, o Giro tem todos os ingredientes para ser uma corrida entusiasmante e, quem sabe, para o surgimento de novos nomes, tal como o foi Froome na Vuelta de 2011.














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