Este ano, para não fugir à regra possui um dos maiores orçamentos , o que lhe permitiu formar uma das melhores equipes do mundo, privilégio que , apesar de tudo só no final e temporada se poderá analisar em concreto.
Para já, dispõe de homens influentes para o Tour , os irmãos Schleck e Cancellara para as clássicas. E parte a temporada à procuro do 10º triunfo no Tour, este ano sem Contador.
Em entrevista ao jornal Marca, Bruyneel foi claro em muitos pontos, começando por explicar a formação da nova equipe, fruto da junção do Leopard com a Radioshack:
“ Foi um casamento difícil de concretizar. Desde Agosto ate´agora foram meses complicados, mas concretizamos quase tudo que queríamos. A nível de imagem e qualidade é uma das melhores equipes que se pode sonhar.
A melhor de sempre ?
“É diferente. Antes tinha equipes fortes mas com um objectivo único: ganhar o Tour, com tudo focado num ciclista Armstrong e Contador. Agora é diferente. Temos qualidade e ambição para nos centrarmos no Tour, mas temos muitos mais ciclistas para podermos ser protagonistas o ano inteiro. A grande novidade foi termos um ciclista que pode aspirar a ganhar nas clássicas: Cancellara. Agora podemos aspirar a ganhar os grandes “ Monumentos do ciclismo”.
Mas vindo à baila o nome de Bruyneel o Tour é o sonho.
“ Não há nada mais importante no ciclismo do que o Tour. Ganhei-o por nove vezes e o sabor dessa vitória é insubstituível. Ganhar o Giro ou a Vuelta é importante mas não é a mesma coisa. Penso que consigar ganhá-lo mais uma vez, com um terceiro corredor era um êxito .”
Será com Andy esse 10º triunfo ?
“ Terá que ser, pela juventude, pela qualidade, palmarés. Mas Frank foi terceiro e ninguém duvida que também pode ganhar. Para além disso contamos com Kloden que, com a sua experiência vai ser importante, já sabe o que é subir ao pódio do Tour e, se no ano passado não tivesse caído estaria a discutir o primeiro lugar. Temos várias hipóteses mas a lógica aponta para Andy. “
O que faltou a Andy para ganhar em 2011 ?
“ Falta-lhe um pouco de maturidade, porque está claro que tem telento. Foi três vezes segundo no Tour e uma vez no Giro. Demonstrou que tem qualidade, mas está a ganhar experiência e maturidade, para chegar melhor ao Tour. Tem que saber escutar o corpo, saber analisá-lo. O problema é que está obcecado em ser primeiro e tem medo de ser segundo novamente.. Espero que , este ano, progridamos neste capítulo, ganhemos espaço, muito embora o Tour não lhe seja muito favorável. Contador e Armstrong estavam obcecados em ser primeiro e isso favorecia-os.”
Forma mudados muitos princípios com Andy ?
“ Estamos a tentar mudar um pouco a sua mentalidade e como avfrontar a época e analisá-la. Como se fazer as coisas para se atingir a perfeição em relação ao objectivo. Alberto e Lance eram muito parecidos com a sua maneira de pensar.Andy e Frank são muito diferentes e seria um erro aplicar o mesmo método com os dois. Não se pode mudar a personalidade das pessoas. “
Diferenças entre Andy e Alberto. Existem ?
“ São muito diferentes, O talento natural de Andy faz-me chamar a atenção. Está feito para trepar, para atacar, para corridas de três semanas, onde o fundo e a recuperação são fundamentais. Contador tem muito talento, mas o seu sistema de trabalho é muito organizado e metódico. A Alberto vai bem assim,mas com Andy não, necessita de liberdade.”
O ciclismo muda sem Contador ?
“ Sem Alberto muda tudo. É um ciclismo diferente ao que conhecíamos nos últimos anos. Trata-se do corredor referencia do momento e, sem ele o panorama é muito diferente. Ninguém pode estar contente com o que lhe aconteceu. É uma má situação para todos. Disseram a Andy que tinha ganho o Tour, mas ele não ganhou. Talvez isso fique no palmarés, mas sentimentalmente não.”
Bruyneel prevê que a sanção possa reforçar ainda mais o poder de Contador:
“ Esta resolução vai fazê-lo mais forte. E quando regressar á competição será mais poderoso do ponto de vista mental, vai crescer como ciclista e como competidor. No seu regresso em Agosto, na Vuelta e tendo em vista o percurso, será melhor irmos correr todos para outro lado.”
Em relação á actual organização do ciclismo profissional a nível internacional, não bacilou:
“O ciclismo esteja organizado de uma forma muito pouco profissional. Não conheço nenhum desporto onde as regras se adaptem ás situações. Aqui improvisa-se no momento, não há regras fixas. Tal como está organizado ,o ciclismo é uma vitima para algumas situações absurdas.”














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