Dia marcado por uma fuga que se formou ao km 28. O grupo de José Gonçalves (Onda-Boavista) – que venceu as duas primeiras montanhas do dia - Ronan McLoughlin (An Post – Kelly), Pieter Vanspeybrouk (Topsport), Kasper Klostergaard (Saxo Bank), Martyn Maaskant (Garmin), Marcus Burghardt (BMC), Christophe Riblon (AG2R) e Matteo Trentin (Lotto-Belisol) chegou rapidamente aos 7 minutos de vantagem, mas antes da terceira montanha foi apanhado pelo pelotão.
Não ficariam por aqui as tentativas de evitar que tudo se decidisse nos metros finais. Caros Barredo (Rabobank) e Blel Kadri (AG2R) saltaram para a frente mas nunca foram ameaça a um pelotão que triturou os dois fugitivos graças ao trabalho dos homens da Sky.
A equipe britânica impôs um ritmo de loucos na entrada para o Alto do Malhão. O camisa amarela, Boasson Hagen, acelerou e foi seguido por Bradley Wiggins. Na roda ficou Richie Porte, o jovem australiano que este ano trocou a Saxo Bank pela Sky e que logo na estreia teve ilustres colegas a trabalharem para si.
Perante a maioria da Sky não restava outra alternativa à concorrência que não fosse atacar. O primeiro a fazê-lo foi Tiago Machado (RadioShack), com Porte e Rui Costa (Movistar) a irem na sua roda. O trio só se desfez metros à frente com um contra-ataque letal de Richie Porte, que ao vencru saltou também para a liderança da geral, conservando a camisa amarela na posse da Sky. “Os rapazes andaram o dia todo na frente. É uma nova equipe para mim e por isso é fantástico que tenham confiado tanto em mim. Pessoalmente é bom voltar a trabalhar com o Bobby Julich, com quem já tinha estado na Saxo Bank, ele colocou-me debaixo da asa em termos de treino e por isso vencer aqui é a cereja no topo do bolo”, explicou Porte.
Grande vitória de Richie Porte, o único a conseguir impedir uma dobradinha portuguesa: “Tinha uma mota em frente a mim, o Bradley Wiggins. Depois vi o Tiago atacar e sabia que tinha que o seguir porque é um ciclista portuguesa. Felizmente tive boas pernas. A Volta ao Algarve parece um bom presságio para quem ganha e eu precisava desta vitória depois de um ano complicado (apenas um triunfo na Volta à Dinamarca), por isso tenho que estar confiante para Domingo. Em termos de rivais, tenho que ter atenção ao Tony Martin, que é o campeão do mundo de contra-relógio. Gostava de ganhar, mas sei como ele anda no crono porque o vi de perto nos Mundiais Copenhaga” (Porte foi 6º e Martin o vencedor).
Tiago Machado e Rui Costa fecharam o pódio com 8 segundos de atraso para o australiano. Uma nota para a presença de quatro portugueses no top 15 da etapa e da geral. José Mendes (LA Antarte) foi 8º na etapa e é agora 7º na geral individual, enquanto Bruno Pires foi 11º no dia e ocupa o 13º lugar.
Longe da frente ficou o campeão em título, Tony Martin (Omega Pharma-Quick Step), que chegou com 50 segundos de atraso para Richie Porte e terá agora que recuperar naquela que é a sua grande especialidade e na qual é o detentor do título mundial, o contra-relógio (última etapa em Portimão). Quanto ao vencedor de 2011 no Alto do Malhão, Stephen Cummings (BMC), acabou por não terminar a etapa.














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