A estatística da Urbes – Trânsito e Transporte revela o registro de 173 ocorrências com bicicletas no ano passado em ruas, avenidas, praças e ciclovias da cidade de Sorocaba (SP). O cálculo feito pela Prefeitura de Sorocaba também mostra uma queda na quantidade de acidentes com bicicletas nos últimos anos.
Em 2010 houve o registro de 184 ocorrências, contra 192 em 2009 e 238 em 2008. Segundo a Urbes, a causa dos acidentes com bicicletas está diretamente relacionada ao conflito natural de disputa de espaço físico em ruas e avenidas. “Uma vez que, nem todos os ciclistas se limitam à utilização do espaço da ciclovia”, diz a assessoria de comunicação da empresa.
No período histórico compreendido pelos anos de 2008 a 2010, doze vias públicas de Sorocaba registraram 26% dos acidentes de trânsito envolvendo ciclistas. A lista inclui as avenidas Itavuvu (23 ocorrências), Américo Figueiredo (19), Ipanema (18), Dom Aguirre (14), General Carneiro (11), Armando Pannunzio (10), Adão de Camargo (8), General Osório (7) e as ruas Américo Figueiredo (16), Paes de Linhares (16), Atanázio Soares (11) e Humberto de Campos (7). Metade dessas 12 vias públicas listadas possuem ciclovias. A Urbes informa que os dados disponíveis se referem aos acidentes registrados nas ruas e avenidas em questão, e não necessariamente nas faixas exclusivas para as bicicletas.
O jornalista José Carlos Rodrigues, 49, pratica o ciclismo desde 1999 e coleciona acidentes — todos fora da ciclovia. Já caiu da bicicleta, foi atropelado e até bateu em um automóvel. “No ano passado eu voltava para a minha casa, não vi um buraco e tomei o maior tombo. Quebrei o braço e tive que colocar um pino”, comenta. Rodrigues diz preferir pedalar somente nas ciclovias depois de ter sido atropelado na região central de Sorocaba por um automóvel. “A motorista jogou o carro em cima de mim para desviar e não bater em outro veículo”, relata.
Quem nunca sofreu acidente de bicicleta é o aposentado Jorge Wagner Streani, 58, praticante diário do esporte. Segundo ele, alguns cuidados são tomados para evitar batidas ou quedas. “Evito pedalar em vias com muito movimento e sempre atravesso as avenidas na faixa de pedestre e desmontado da bicicleta”, diz.
A Urbes recomenda aos ciclistas a utilização dos cerca de 80 quilômetros de ciclovias disponíveis pela cidade. Para aqueles que necessitam utilizar as vias, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que a circulação, nessa situação, seja feita junto aos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentada para o trânsito de veículos automotores. “Lembramos também que a circulação de bicicletas nos passeios públicos só é permitida nos locais sinalizados e autorizados pela Urbes”, relata a assessoria de imprensa.
O CTB determina aos ciclistas que as bicicletas sejam dotadas de equipamentos de segurança obrigatórios. A relação inclui o espelho retrovisor do lado esquerdo, acoplado ao guidão e sem haste de sustentação; a campainha (dispositivo sonoro mecânico, eletromecânico, elétrico, ou pneumático, capaz de identificar uma bicicleta em movimento); a sinalização noturna, composta de refletores com alcance mínimo de visibilidade de trinta metros, com a parte prismática protegida contra a ação das intempéries, nos seguintes locais: na dianteira, nas cores branca ou amarela; na traseira, na cor vermelha; nas laterais e nos pedais, de qualquer cor. Embora não seja obrigatório pelo CTB, ainda recomendamos a utilização de capacetes para a proteção individual.
Fonte: portal cruzeiro do sul














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