Você já teve sua bike furtada? Se sim, você sabe qual é a sensação de chegar ao poste ou grade onde a deixou e não encontrá-la mais lá.
Dá uma baita raiva, você fica put@ e depois bate uma tristeza meio melancólica, que acaba virando saudade depois: “Ahh, aquela bike… eu gostava tanto dela”. Fora o valor sentimental da bike e a chateação que advém com a perda desse valor, tem ainda a aporrinhação de ficar sem seu meio de transporte e ter que gastar uma grana extra (geralmente não prevista) com uma nova bicicleta.
Aqui em São Paulo, ainda é baixo o número de bikes roubadas e furtadas se comparado a outras capitais como Londres, onde a bike é rainha nas ruas e onde há uma verdadeira indústria do furto. Na capital inglesa, um dos principais mercados onde essa “produção” criminosa é desaguada fica em Bricklane, rua londrina ao leste da cidade, famosa pelo comércio informal de produtos de segunda mão que se monta nas calçadas no fim de semana. O comércio de bicicleta furtada é descarado, os comerciantes são safados e quem compra ou é tosco demais pra não sacar que o produto é roubado (bike a preço de banana?) ou simplesmente compactua com o crime. O “Gone in 60 seconds – The bike crime wave” é um excelente documentário (em inglês) sobre essa indústria na capital inglesa. Assistindo ao vídeo, é preciso admitir: ladrão lá é mestre em arrebentar qualquer cadeado em até um minuto e sair pedalando a bike alheia como quem passeia num domingo de sol.
Vez ou outra vejo no Face o apelo de amigos e conhecidos que tiveram suas bikes surrupiadas (em geral por furto, não roubo). Não há muito o que fazer depois que a bicicleta é levada. Divulgar a foto dela em redes sociais com o aviso de que foi furtada pode ajudar, mas, geralmente, a bike é depenada ou modificada e vendida sabe-se lá pra quem. Contudo, é possível prevenir o furto.
COMO FAZER
Travas e cabos de aço
À esquerda, trava em formato de U (U-Lock) da marca Kryptonite.À direita, cabo de aço da mesma marca. Ambos podem ser usados de forma combinada.
Em primeiro lugar, você precisa de uma trava e um cabo de aço de boa qualidade.
A trava, sempre robusta, é o que realmente vai dar segurança à sua bicicleta. Já o cabo, combinado com a trava, ajuda a proteger outras partes da bike, como a roda da frente e o selim, que a trava não alcança (veja as fotos).
Em uma trava do tipo U-lock (em formato de U) e um cabo de aço, você vai gastar de R$ 160 a R$ 200 se comprar aqui no Brasil. Eu costumo pensar que esse valor investido é diluído ao longo do ano e que, no fim, você pagou barato pra garantir sua bike segura (e você tranquilo) todos os dias.
Prendendo a bike
Na cidade ideal, teríamos paraciclos, estacionamentos e bicicletários seguros e funcionais por todos os cantos. Mas como São Paulo ainda não dispõe de uma estrutura satisfatória pra estacionarmos nossas bikes, temos que recorrer a postes e grades que encontramos nas ruas.
No caso de postes grossos, use o cabo de aço passando pela roda da frente, pelo quadro e pela roda de trás. Complete com a trava em U na roda de trás e quadro.
Postes de energia ou de luz são sempre uma boa opção para prender sua bike. Nos postes mais grossos, onde não é possível encaixar a trava em U, você pode utilizar o cabo de aço envolvendo o poste, passando pela roda da frente, pelo quadro e depois pela roda de trás. Na sequência, encaixe a trava na roda de trás e no quadro, passando o cabo de aço por dentro dela e fechando a trava.
Em postes finos, a trava em U já prende a roda traseira e o quadro
No caso daqueles postes de ferro mais finos, você consegue passar a trava em U por trás dele e ainda encaixar a roda traseira e o quadro na trava. Mas para dar mais segurança à sua bike, procure usar também o cabo de aço prendendo a roda da frente e o quadro, como no caso dos postes grossos.
Onde prender e onde não prender
- Como foi dito, postes e grades (de locais públicos) são sempre uma boa opção pra prender sua bike. Certifique-se de que a maneira como você a encosta no poste ou grade não atrapalha a passagem dos pedestres na calçada.
- Evite locais mal iluminados e desertos. Quando for estacionar a bike, procure deixá-la próxima a bares movimentados, padarias, mercados, pontos de táxi e qualquer outro lugar com grande e contínuo fluxo de pessoas.
- Se não se sentir seguro para deixar a bike na rua, procure um estacionamento de veículos. É praxe desses locais não permitirem o estacionamento de bicicleta, mas com uma boa conversa você pode conseguir um cantinho (um pouco mais) seguro pra sua bike. Não dispense o uso da trava + cabo mesmo dentro do estacionamento.
Atenção
- Ao estacionar sua bike na rua, tire dela todos os acessórios móveis, como as luzes traseira e dianteira.
- Prenda sempre a roda de trás com a trava. Ela é a mais cara e complexa da bike, pois é nela onde está o cubo responsável pela movimentação da corrente (em conjunto com a coroa). No caso das bikes com marcha, é na roda traseira que se encontra o cassete, conjunto de carretos por onde a corrente desliza quando você troca de marcha.
- Há quem, por pressa ou descuido, prenda só uma das rodas com a trava. O quadro também é peça cara da bike e, se não for preso, pode ser furtado com facilidade se o larápio estiver empenhado em fazer grana à sua custa.
Fonte: Na Bike














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