Bainbridge, coordenador do projeto da Specialized
Infelizmente a indústria ciclística ainda não encontrou uma forma de reciclar materiais feitos de fibra de carbono, o que resulta no depósito de peças desta natureza em aterros sanitários, todos os anos. A Specialized, por sua vez, anunciou um projeto para realizar tal reciclagem em 2012.
A partir do mês de fevereiro do próximo ano, a empresa pretende coletar quadros e peças constituídas de carbono e encaminhá-las à Materials Innovation Technology (MIT), empresa fornecedora de materiais da Trek, que estuda colocar em prática um método eficaz de reciclagem.
“A Specialized está empenhada a compreender todo o processo sofrido pelas bicicletas ao final de suas vidas úteis, pois cremos que seja a coisa certa a se fazer. Este projeto visa ser de âmbito global e conta com o apoio da Trek, que está fazendo um bom trabalho. Temos certeza de que a participação de todas as empresas fabricantes de produtos derivados de fibra de carbono possuem a intenção e sentem-se encorajadas a aderir à causa”, disse Bryant Bainbridge, coordenador do departamento de estratégia sustentável da Specialized.
A empresa norte-americana pretende relatar o número de quadros reciclados, a quantidade de material aproveitado e o conhecimento adquirido à Eurobike e à Interbike, feiras especializadas em bicicletas. “Este é um problema compartilhado por todas as indústrias e todos nós temos a necessidade de resolvê-lo. Estamos nos empenhando em liderar um projeto grandioso, mas desejamos que todos estejam a bordo em prol de uma solução a curto prazo. Cremos que não seja a hora de haver uma briga de egos, mas sim de uma conscientização geral para a solução de um problema grave. Dividiremos nosso aprendizado com a Eurobike”, disse Bainbridge.
A Trek, líder em tecnologia na fabricação de peças derivadas de fibra de carbono, pretende reciclar entre 1590 e 2040 quilos de materiais a cada mês, incluindo objetos quebrados, utilizados em testes ou simplesmente desgastados pelo uso.
A reciclagem do material tende a ser aproveitada não apenas para a indústria ciclística, mas também para a indústria automotiva e aeroespacial. Jim Stike, fundador e diretor executivo da MIT, também se pronunciou sobre o projeto. “Não é viável insistir no investimento da fibra de vidro, apesar de ter um preço menos elevado. A fibra de carbono é mais cara, no entanto, atende a todos os nossos objetivos e poderá ser reutilizada”.
Bainbridge finalizou enaltecendo os benefícios da reciclagem, que resultará em porções menores de fibras de carbono. “Provavelmente será impossível construir uma bicicleta com o material reutilizado, no entanto, a quantidade aproveitada, mesmo que menor, servirá para a construção de uma grande quantidade de outros objetos, além de cessar o depósito do material em aterros sanitários e proporcionar a construção de novos produtos com um gasto menor de energia, comparado ao utilizado para construir produtos inéditos, a partir do material virgem”.
Fonte: Prologo














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